O Tribunal Distrital Central de Seul emitiu na terça-feira um mandado de prisão contra Kim Se-ui, chefe do canal do YouTube HoverLab, também conhecido como Instituto Garo Sero, sob a acusação de difamar o ator Kim Soo-hyun ao afirmar falsamente que ele namorou a falecida atriz Kim Sae-ron quando ela era menor de idade.
O tribunal citou preocupações de que Kim pudesse destruir provas ou fugir como justificativa para a emissão do mandado.
Em março de 2025, Kim Se-ui apareceu em um vídeo no YouTube alegando que o ator de 37 anos havia namorado Kim Sae-ron quando ela era menor de idade e que ela tirou a própria vida após ser pressionada por Kim Soo-hyun a pagar uma dívida. Kim Soo-hyun negou as acusações.
Em maio, a polícia afirmou que as alegações de Kim Se-ui eram baseadas em provas manipuladas, incluindo mensagens alteradas do KakaoTalk e uma gravação de voz gerada por inteligência artificial.
Em seu pedido de mandado, os oficiais da Delegacia de Polícia de Gangnam disseram que Kim Se-ui “espalhou informações falsas com a intenção de difamar”, apesar de saber que Kim Soo-hyun não havia namorado o falecido ator quando ela era menor de idade e que ele não era responsável por sua morte.
A polícia também afirmou que Kim Se-ui reproduziu uma gravação de voz manipulada por inteligência artificial, apresentada como sendo a voz de Kim Sae-ron, durante uma coletiva de imprensa, alegando falsamente que namorava Kim Soo-hyun desde o ensino fundamental.
Kim Se-ui classificou o pedido de mandado como “forçado e descabido”.
“O mandado sequer organiza adequadamente os fatos básicos”, disse Kim a repórteres na terça-feira, antes da decisão do tribunal.
Kim também contestou a conclusão da polícia de que a gravação de voz havia sido manipulada com IA, alegando que o Serviço Nacional de Perícia Forense afirmou não ser possível determinar se o arquivo havia sido fabricado usando inteligência artificial.
Em relação às alegações de que teria fabricado mensagens do KakaoTalk entre Kim Soo-hyun e a falecida Kim Sae-ron, Kim afirmou ter avisado os telespectadores com antecedência que o material havia sido reconstruído por conter detalhes sensíveis.
Kim também afirmou que apresentaria queixas contra os investigadores que solicitaram o mandado, alegando que eles abusaram do poder, divulgaram informações falsas e distorceram a lei.
Fonte: https://www.koreaherald.com