Be Boys e 1Verse

O K-Pop derrubando muros: Be Boys e 1VERSE — os 1º grupos de K-pop com desertores norte-coreanos — estreiam em 2025.

EXCLUSIVO: Be Boys & 1VERSE! Pioneiros norte-coreanos estreiam no K-pop em julho. Histórias de superação, diversidade e revolução musical marcam a nova era do K-Pop.


Be Boys já estreou, 1VERSE vem aí!

Pela primeira vez na história do K-pop, dois grupos com desertores norte-coreanos irão debutar em 2025:

  • Be Boys: Estreou em 18 de junho com Hakseong, ex-participante do reality Make Mate One (KBS), que desertou em 2017..
  • 1VERSE: Confirmado para 18 de julho com showcase global transmitido ao vivo. O grupo inclui Hyuk e Seok (Coreia do Norte), Nathan (laosiano-tailandês-americano), Kenny (sino-americano) e Aito (japonês).

PERFIS DOS GRUPOS: Conceito e Estratégia

GrupoAgênciaIntegrantes-ChaveDiferencial
Be BoysOak CompanyHakseong (vocalista)1º grupo com desertor norte-coreano na história do K-pop
1VERSESinging BeetleHyuk (rapper), Seok (vocal)Formação 100% global com 2 desertores norte-coreanos

Be Boys: Hakseong emocionou juízes ao revelar sua origem no reality Make Mate One em 2024. Seu debut simboliza acesso a oportunidades para desertores.
1VERSE: Nome reflete a união de “versos” (histórias individuais) em um “universo” coeso. Já acumulam quase 1 milhão de seguidores no TikTok e YouTube com pré-debut covers


TRAJETÓRIAS HUMANAS: Fome, fuga e esperança

🔹 Hyuk (1VERSE):

  • Infância na Coreia do Norte: Aos 9 anos, mendigava e roubava comida para sobreviver. Certa vez, foi espancado ao furtar marmita com arroz estragado
  • Fuga em 2013: Deixou pai e avó para juntar-se à mãe no Sul. Viveu meses em rotas clandestinas até chegar à Coreia do Sul.
  • Autoaprendizado: Escrevia raps em um smartphone sobre solidão (“o mais solitário dos solitários”) enquanto trabalhava em fábricas.

🔹 Seok (1VERSE):

  • Origem privilegiada: Família rica perto da fronteira chinesa. Consumia K-pop ilegalmente via pen drives contrabandeados.
  • Deserção em 2019: Teve acesso a informações externas, ao contrário de Hyuk.

🔹 Hakseong (Be Boys):

  • Revelação pública: Disse “vim da Coreia do Norte em 2017” no programa Make Mate One (2024), conquistando apoio popular.
Be Boys e 1Verse

DESAFIOS & SUPERACÃO: A jornada até o palco

  • Treinamento “tela em branco”: Hyuk e Seok eram iniciantes totais. Michelle Cho (CEO da Singing Beetle) os descreveu como sem “noção de cultura pop”, mas com resistência física excepcional para horas de dança.
  • Adaptação cultural: Aprenderam etiqueta midiática e a questionar críticas (Hyuk agora pergunta “Por quê?” aos produtores!)1
  • Desconfiança inicial: Hyuk desconfiou por 1 ano de Michelle Cho, temendo golpes comuns a desertores.

IMPACTO POLÍTICO E CULTURAL

  • Riscos para familiares: Hyuk evita criticar o Norte. Chama sua terra natal de “parte de cima” e não cita Kim Jong-un.
  • Simbolismo: Sucesso deles pode encorajar 30 mil desertores no Sul. Hyuk almeja provar que “ser ídolo é possível”.
  • Repressão no Norte: Desde 2020, consumo de K-pop lá é crime punível com morte. Vídeos mostram adolescentes condenados a 12 anos de trabalhos forçados por assistir K-dramas.

💬 Hyuk sobre seu legado“Se eu tiver sucesso, outros desertores terão sonhos maiores. É por isso que me esforço ao máximo”.


DETALHES DO DEBUT: Música e Estratégia

  • Be Boys: Estilo ainda não divulgado, mas foco em narrativas de resiliência.
  • 1VERSE: Single “The 1st Verse”, com MV no YouTube em 18/07. Inclui rap autobiográfico de Hyuk em inglês (Ordinary Person).
  • Fandom5Tarz (nome oficial) simboliza 5 “estrelas” unidas.

POR QUE ISSO MUDA O K-POP?

  1. Multiculturalismo radical: Combina Coreia do Norte, Japão, EUA e Sudeste Asiático em um grupo.
  2. Narrativas reais: Letras baseadas em fuga, fome e esperança, rompendo com ficções típicas do gênero.
  3. Diplomacia cultural: Artistas como Aito (japonês) superam estereótipos: “Achei que norte-coreanos seriam assustadores, mas não é verdade”.

Onde acompanhar:

“Eles não são apenas ídolos – são pontes entre mundos inimigos”. A estreia desses grupos redefine o K-pop como ferramenta de transformação social. Qual será o próximo passo? Compartilhe sua opinião!